Olá a todos.

Recentemente comprei um PlayStation2 e uma TV grande (a TV, eu já tinha dito antes… o PS2 eu comprei de um amigo que não precisa mais dele). Como eu sou fã da série God of War, tratei de terminar a segunda versão (que veio junto), baixar a primeira e terminar a primeira, porque eu já tinha terminado a do PSP também. Isso tudo me fez lembrar como os gregos são fodas.

Particularmente, sou um grande admirador desse povo. Tinham uma mitologia organizada, sem aquelas cafonices de sacrifícios humanos (haviam, sim, sacrifícios de animais, mas os mesmos eram comidos e o que era resto era queimado e oferecido aos deuses) e ainda tinham os grandes pensadores: Sócrates (que mais tarde batizou um jogador de futebol…), Aristóteles, Platão, Pitágoras e um monte de outros aí.

Não tem como negar que os gregos trouxeram muita coisa da cultura deles para os nossos dias de hoje. Uma coisa que poucos sabem é que, como os gregos demoraram um tempo para descobrirem o ferro (o que explica o tempo que eles passaram dominados por um outro povo lá que eu não lembro qual era), eles cozinhavam tudo em chumbo. Não é preciso ser um cara cult hoje em dia para saber que o chumbo tem efeito cumulativo no organismo e tudo o que ele causa, sendo assim, os gregos morriam com horríveis dores mais ou menos aos trinta anos de idade. Isso explica o porquê da nossa idealização hoje de morrer em combate a morrer naturalmente. É uma paixão que vem desde essa época. Acreditem… devia doer bem menos.

 

Madness??? This is not SPARTAAAA!!!!!!

Falando em morte, as nossas idéias de inferno, purgatório e céu também vêm de lá da Grécia antiga, do reino de Hades. O maior reino, para onde iam a maioria das almas recebia o nome de Hades, também. TInha o Tártaro, que é o nosso inferno, para onde iam os filhos da puta, e também tinham os Campos Elísios, para onde só ia quem era bom. Por incrível que pareça, as idéias de reencarnação vieram daí também, de filósofos como Pitágoras e Platão.

Sabem a expressão “amor platônico”? Então, essa expressão vem do ensinamento de Platão, de que as almas se amavam, mas não era possível a felicidade delas neste plano, somente num outro. Então os amantes aguardavam para que chegasse o dia em que as almas se encontrassem num outro plano. Hoje o pessoal usa para designar aquela gordinha que gosta daquele cara que come todo mundo e sabe que nunca vai ter chance com ele.

Depois daquele filme, 300, que fala dos strippers guerreiros de Leônidas, todo mundo adora Esparta. Mas todo mundo costuma se esquecer da Kriptéia. Mas para falar da Kriptéia, teria de explicar um pouco sobre os espartanos. Esparta foi uma cidade que nunca evoluiu politicamente, ao contrário de Atenas. Atenas era o cérebro, Esparta eram os músculos. Tanto que quando Tebas veio meter o bedelho no meio dos dois, foi Esparta e Atenas contra Tebas. Depois, foi Esparta, Atenas e Tebas (a Grécia) contra a Pérsia.

Mas enfim, Esparta era o menininho que só queria saber brincar de soldado. Aí, era o seguinte: Esparta tinha muitos escravos (ou hilotas, como preferirem), oriundos de povos conquistados, e eles precisavam dar um jeito de diminuir esse número. Ao jovem espartano que completava 18 anos era dada uma espada e alguns desses hilotas eram soltos. Aí, uma coisa leva à outra. Quem sobrevivesse estava livre. Às vezes, o espartano morria. Sabem como é… um dia é da caça e outro do caçador.

Bom, os gregos influenciaram em mais coisas que podemos imaginar a sociedade que temos hoje. Não é o objetivo deste blog citar todas elas. Só queria dizer que eu realmente acho a cultura grega muito legal. E apesar do Kratos ter assassinado toda essa cultura, o jogo não deixa de ser muito bom.

 

Sem mais,

Borin, que agora está pensando em qual jogo deve baixar.

 

Compare preços de PlayStation 3, porque ele roda todos os jogos do 2, mas não dá pra desbloquear.