Olá a todos.

Estava eu indo dormir quando tinha uma frase martelando a minha cabeça: “Ela era de leão e ele tinha dezesseis”. Por quê? Porque uma vez, a Thaís me disse que em um dos vestibulares que ela prestou, tinha a seguinte pergunta: “Comente a frase: ‘Ela era de leão e ele tinha dezesseis’”. A pergunta era algo assim. Como ela não teve resposta, e eu também não, decidi fazer o que qualquer pessoa não velha faz: procura no Google.

É claro que essa figura é fake, já que ela foi traduzida do inglês. Mas podiam colocar umas questões mais fáceis no vestibular. *

O que eu mais achei, depois da letra da música ou das cifras, foi um famigerado texto escrito por um cara quase tão foda e tão egocêntrico quanto eu: Adolar Gangorra. Confesso que nunca tinha ouvido falar do cara até fazer essa busca. Confesso também que ainda não li os textos do cara, mas devo admitir que assim como eu, ele também escreve muito bem. Foi a impressão que eu tive ao terminar de ler o texto.

Como eu não conegui encontrar o texto no site dele através do mecanismo de busca, decidi linkar qualquer blog que eu achei no Google para que quem quiser ler o texto possa entrar e ver. Isso vai render muitas visitas.

Enfim, vendo o texto, não pude deixar de notar que várias coisas estavam certas, porém o autor se esqueceu de um pequeno detalhe: o Eduardo tinha apenas 16 anos. É altamente possível que em dois anos namorando uma alcoólatra (conforme ele mesmo descreveu), o cara aprenda a beber e fique cabeludo, e passe no vestibular no mesmo ano que ela se forma. E eu também não vejo motivos para o cara não fazer isso:

1. Antes do vestibular tem que ficar cabeludo, porque os quadrúpedes que chegam na ignorância de dar o trote acabam focando no cabelo e que se foda o resto.

2. No churrasco, sempre rola bebida, então, pra não repetir o vexame da festa (nota-se que o Eduardo é um daqueles idiotas que não sabe dizer não), é bom aprender a entornar um goró de vez em quando.

3. Quem faz faculdade, normalmente se forma… Quem presta vestibular, às vezes passa. É perfeitamente plausível, já que ele era mais novo que ela.

4. Não é todo boyzinho que chega nas festas batendo em todo mundo. Mas todo boyzinho tenta impressionar. E se ele não sabia beber, e não aguentava mais birita, não deveria nem ter começado. Ou seja, ele realmente estava tentando impressionar, sendo um boyzinho.

5. O Renato Russo, nessa música, não diz que mulheres são foda e homens são idiotas. Tanto porque ele era gay. Ele diz, nessa música, que boyzinhos são idiotas. E são mesmo. Mas esse Eduardo, na música, só era boyzinho pra sair de balada. De resto era um bom menino.

 

Voltando ao ponto. Para explicar essa frase, decidi procurar no Google toda a sorte de baboseiras sobre o perfil de um leonino, quando encontrei isso aqui:

A sexualidade feminina: Constante procura de perfeição. Por isso, preferem elas mesmas conquistar as pessoas que lhes interessam, do que sentir-se conquistadas. Além disso, visam ir cada vez mais alto, relacionando-se com pessoas que estejam à sua altura. Menos sensíveis às atitudes propriamente sexuais do que ao que seus parceiros representem aos olhos do mundo. São atraídas pela classe, pelo glamour. Mesmo escolhendo seus parceiros, não parecerão pessoas que se entregam facilmente. Apaixonadas, intensas e também ciumentas.

Entendeu agora o significado de imponência? *

Ou seja, tudo aquilo que o Adolar Gangorra escreveu no texto dele não passa de um monte de tramóia sem sentido. Leoninos são pessoas de personalidade forte, que gostam de pessoas que estejam no seu nível, ou superior, e que gostam de pessoas com glamour. O Eduardo era um boyzinho que tentava impressionar, foi esse o glamour que a Mônica viu nele, sendo o seu único lado positvo. No entanto, ela era bem mais velha, falava um idioma que é de difícil aprendizado (conforme exposto pelo Gangorra e também, todo mundo sabe disso), fazia medicina (faculdade foda de passar) e mesmo assim, sendo leonina, gostou de um carinha engraçado de 16 anos.

Explicando a frase, temos que: opostos se atraem e dão certo. E é esse o objetivo de toda a música. Dizer que os casais não devem concordar em tudo, mas se completar (”E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz / E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?).

É isso… quanto à parte do “filhinho do Eduardo está de recuperação”… eu prefiro traduzir diferente: Tem outro trecho da música que diz: “Batalharam grana, seguraram legal a barra mais pesada que tiveram”. Falta de dinheiro não é a barra mais pesada que um casal pode enfrentar. Um casal pode ficar pobre, mas continuar junto. Quantos casais superam a traição? Eu acho que quando o Renato Russo se referiu ao “filhinho do Eduardo”, é porque ele realmente não era filho da Mônica. Mas isso já é um outro assunto.

 

Sem mais,

Borin, que matou um texto humorístico tentando fazer um texto pseudo-intelectual. Mas pelo menos consegui explicar essa porra dessa frase. E acho ridículo um aluno ter de conhecer horóscopo para poder passar no vestibular.

 

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